• Ana Paula Batista

Arteterapia: que bicho é esse?



Se você me acompanha no Instagram ou aqui no blog já deve ter se deparado com a palavra Arteterapia. Mas afinal de contas, que bicho é esse? Quando falo pras pessoas que estou fazendo especialização em arteterapia, normalmente me olham com uma cara de “ah tá”, mas sem parecer saber bem do que se trata. Vamos lá então...


Antes de falar sobre a arteterapia, vou te contar o que me levou a esse caminho. Já faz um tempo que eu vinha olhando para a fotografia com novas lentes, talvez pelas lentes da psicologia, minha primeira formação. Fotografando famílias e mulheres nos últimos anos, senti que as fotografias traziam muito de suas histórias, mostrando a forma como se conectam com seus pares, impactando na forma como as pessoas se percebem no mundo e se relacionam com o mesmo.


Tanto pela própria experiência de revisitar minhas memórias por meio das fotografias da minha família, como pelo relato de clientes que foram fotografadas por mim, fui me dando conta do quanto a fotografia pode ser uma ferramenta de autoconhecimento, além do seu poder de resgatar memórias e colocar vestígios de nossa existência em um determinado tempo e espaço.


Tudo muito incrível, mas eu não sabia por onde começar a estudar mais sobre o efeito terapêutico da fotografia, até fazer uma formação em fotografia terapêutica e me informar melhor sobre a arteterapia. Eu que já tinha planos de cursar uma pós-graduação, encontrei o meu caminho.


A arteterapia é um processo terapêutico que utiliza o fazer artístico como meio de expressão das emoções e de comunicação entre consciente e inconsciente. É uma área interdisciplinar de conhecimento, trazendo como base a relação entre psicologia e arte. As possibilidades de técnicas expressivas são diversas, incluindo a rica e potente fotografia.


Entre as abordagens teóricas que norteiam a prática da arteterapia, uma das mais relevantes é a junguiana, pautada na psicologia analítica de Carl Gustav Jung.


Os benefícios da arteterapia são muitos, incluindo o alívio de conflitos emocionais, redução de estresse, autoconhecimento, desenvolvimento da criatividade, melhora na autoestima e nas relações com outras pessoas, além de ser uma oportunidade de se dar um tempo para fazer algo por si.


O que não é


Arteterapia não é terapia ocupacional, oficina de artes ou aprendizado de técnicas artísticas. Apesar de até poder estimular o interesse pelo desenvolvimento técnico em algumas pessoas, a estética não é importante na arteterapia. Não existe o julgamento certo e errado ou bonito e feio nas produções.


Para participar de um processo arteterapêutico não é preciso ter habilidades artísticas. Não precisa saber desenhar, pintar ou tocar um instrumento. Também não é preciso investir em materiais caros, sendo possível fazer arteterapia com o que temos em casa.


Para quem?


Para qualquer pessoa que queira utilizar as técnicas artísticas expressivas, com a condução de um arteterapeuta, para melhorar sua qualidade de vida. De crianças a idosos, não há limite de idade.


O mais importante é querer mergulhar em si e se abrir para a experiência.


Quer saber mais sobre o assunto? Comenta aqui!



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