A fulô do sertão esperando por seu Romeu {ensaio de gestante}

maio 4th, 2013

O sertão está em mim. Faz parte de minhas origens. É castigado pela seca que tanto judia as plantações, pessoas e animais. Mas também é repleto de belezas que me encantam e inspiram.

Pois bem! No meio do sertão baiano, entre umbuzeiros e plantações de palma, encontrei uma fulô. Fulô bela. Radiante. Esperando por seu Romeu. Difícil ver tanta doçura, meiguice e paciência numa pessoa só! Sem falar em sua lindeza…

E sua sessão foi leve, colorida, com luz dourada e gostinho doce e travoso de umbu maduro.

Agradecimentos especiais a Ângela e Eliza que tanto me ajudaram a arrumar cenário e figurino. Até carro de boi as bichinhas carregaram. Judiação! Vocês também são lindas, meninas! Amo vocês!!! <3

E foi em casa, cheio de amor {fotografia de nascimento}

abril 18th, 2013

Era uma manhã de sábado e eu estava de saída pra pegar o metrô pra fotografar um evento de gestantes em um parque da cidade quando meu telefone tocou. Era a doula dizendo que a Laiany estava em trabalho de parto. Ela disse que talvez ainda fosse demorar um pouco pro bebê nascer e que me manteria informada. Ainda deu tempo de voltar em casa e pegar outra lente que eu sabia que seria necessária e a mais adequada para a ocasião.

Por volta da hora do almoço, depois de fotografar a caminhada das gestantes, caminhar um bocado, pegar metrô, táxi, cheguei à casa da Laiany e do Wilson. O Claudinho ainda não havia nascido. Lá estavam a doula, as parteiras, a mãe da Laiany e sua caçula… todos na expectativa pela chegada do Claudinho.

As contrações da Laiany eram muito fortes, mas tão fortes quanto suas contrações eram as mãos e os braços do Wilson e da doula, Taíza. Braços e mãos fortes o suficiente para segurar a Laiany nas horas em que a dor vinha, mas também extremamente carinhosos para acariciar o rosto, os cabelos dela e mostrar a ela que eles estavam ali a seu lado.

A mãe de Laiany a abraçava de longe. Ela fazia o almoço. Entre uma mexida e outra na panela, também mostrava a seu genro que estava ali os apoiando. Dava pra ver em seus olhos a preocupação de mãe e o carinho pela filha. Mas também dava pra perceber seu sorriso quando falávamos que o Claudinho estava pertinho de chegar e que logo ela estaria com seu netinho nos braços.

Poucas horas depois, Claudinho nasceu. Nasceu em sua casa, como seus pais quiseram. Nasceu rodeado por pessoas que já o amavam mesmo antes de ver seu rostinho. Nasceu aparado pelas mãos do pai e foi logo pro aconchego do colo de sua mãe. Nasceu!

Nessas horas em que estive lá vivi uma das experiências mais marcantes da minha vida. Já presenciei alguns nascimentos, seja por via cirúrgica ou por via natural. Sempre me emociono. Como ver o milagre do nascimento sem se emocionar? Mas a sensação que tive nesse dia foi muito diferente e inesquecível. Apenas pelo fato de ter sido o primeiro parto domiciliar? Acredito que não foi só isso… Acho que vai muito além. A experiência de ver uma mulher guerreira, totalmente ativa em seu parto, uma família amorosa e presente em todos os momentos, a natureza mostrando sua perfeição, um bebê que nasceu tranquilo, em seu tempo, sem chorar… talvez tudo isso tenha influenciado. Só sei que o nascimento do Claudinho entrou também pra minha história.

Um dia com a família da Helena e do Samuel

abril 14th, 2013

A Cris entrou em contato comigo querendo um ensaio de família que retratasse bem a fase de seus filhos, assim como o cantinho deles, e os momentos gostosos que estavam vivendo. Ela é um doce e junto de seu marido, Tulio, constituiu essa família adorável.

A pequena Helena é uma espoletinha. Bem humorada e encantada por seu irmão Samuel. Essa fofura nos guardou um presente… Deixou pra engatinhar pela primeira vez no dia da sessão. Agora está guardado pra sempre!!! ;-)

O Samuel no início estava bem sério e arredio. Quando ele apareceu, eu estava fotografando a Helena e comecei a conversar com ele, perguntar sobre suas brincadeiras preferidas e foi só uma questão de tempo (bem pouco mesmo) ele já estava me chamando pra todo canto, inclusive pra assistir seu filme preferido com ele. Fiquei apaixonada por esse mocinho inteligente e dos cílios perfeitos.

Alguns dias após a sessão, na troca de e-mails costumeira para envio das fotos, a Cris me disse que de vez em quando o Samuel dizia “mãe, vamos chamar a tia Ana pra tirar fotos da gente”. Não é pra morrer de amores?

Cris e Tulio, muito obrigada pela paciência, pelo carinho e pela confiança. Parabéns pelos filhos lindos, espertos e educados. Gostei muito de conhecê-los e foi um prazer fotografá-los!

Quando a paixão não basta

março 13th, 2013

Muitas vezes sou abordada por pessoas, assim como eu, apaixonadas por fotografia. Quando nas conversas surge um “sou apaixonado por fotografia e faço fotos bacanas… já posso ser profissional?” eu chamo pra tomar um café (por isso que essa coluna se chama Café e Bate Papo ;-) ), se possível, e trocar umas ideias.

É comum, ao adquirir a primeira câmera robusta que troque lentes, vir aquela empolgação e a gente já querer ter a fotografia como profissão (porque fotografia é apaixonante mesmo!), fazer um monte de cartões de visita e montar um site. Sei como é… Isso aconteceu comigo! Mas resolvi deixar essa onda da empolgação inicial passar e seguir com calma, pois não é tão simples assim. E hoje olho pra trás e acho que foi a melhor coisa que fiz. Ir com calma!

Existe uma distância a percorrer quando se pretende ser fotógrafo profissional. Ter a fotografia como profissão significa, além de ter um trabalho sólido e de bom gosto, ter que gerenciar um negócio como outro qualquer e isso envolve lidar com clientes e fornecedores, prazos a cumprir, planejamento financeiro, definição de valores (ponto delicado que podemos abordar em outro momento se for do interesse de vocês)… e assim vai.

Quando prestamos um serviço, devemos fazê-lo com a responsabilidade que a ocasião requer. E não se enganem… trabalhamos muito! No caso da fotografia, passamos muitas horas antes pesquisando referências, criando, planejando a sessão de fotos e muitas horas depois editando as imagens, diagramando álbuns, enviando provas para os clientes, layouts para gráficas e encadernadoras, atualizando sites e blogs.  Quando não fazemos isso e optamos por terceirizar, temos que supervisionar cada etapa para garantir um bom resultado. Não é só diversão.

Além de responsabilidade, devemos ter ética! Postura ética perante clientes e perante colegas de trabalho é o mínimo que devemos esperar de qualquer profissional. Precisa praticar? Quer saber se gosta de uma determinada área ou se “dá conta” de fazer determinado serviço? Perfeito! Procure uma maneira de praticar sem fazer clientes de cobaia.

Temos também que estar sempre conectados com o mundo, antenados com o que há de novidade, ligados nas redes sociais. E isso exige disciplina. Muita disciplina! Ainda temos que estar sempre em crescimento, melhorando nosso trabalho, nos capacitando, fazendo cursos, oficinas, workshops e lendo muito. Investimento.

Esses são apenas alguns dos aspectos a se considerar quando resolvemos fazer da nossa paixão a nossa profissão. E, pra mim, um dos desafios é conciliar tudo isso sem deixar a paixão acabar. Amar o que faz! É possível fotografar com amor e profissionalismo sim.

Essas palavras não são para desanimar quem está começando… Muito pelo contrário! Apenas levanto alguns pontos para reflexão para que vocês que pretendem se profissionalizar comecem suas carreiras com mais consistência. Isso é bom para o profissional e para seus clientes, que construirão uma relação baseada não somente em talento ou mera prestação de serviço, mas também em ética e respeito.

E pro post não ficar só com palavras, resolvi trazer umas fotinhas do meu Instagram, que representam alguns dos meus amores.

Qualquer dia desses, se vocês tiverem interesse (pra isso basta me dizer por comentário ou mandar uma mensagem por email ou facebook), posso contar um pouco mais sobre como foi minha jornada até me ver como fotógrafa e assinar o primeiro trabalho como tal.

PS: Essa semana saiu uma matéria numa revista (daquelas de sinopse de novela) dizendo que é possível virar fotógrafa em um dia e ganhar 4 mil reais por mês logo de cara. Depois dessa resenha toda, o que vocês acham que eu penso a respeito disso?

O dia em que o Lex chegou {fotografia de nascimento}

fevereiro 27th, 2013

Muito antes de um exame positivo de gravidez, esse bebezinho já tinha nome. Lex.

O pequeno Lex chegou (galeguinho e a cara da mãe!) e tem feito a vida da Lilla e do Ju muito mais feliz. Nesse dia eles nasceram também… como pais. E sei que eles terão muito sucesso nessa nova fase.

É muito lindo e especial ver uma família crescer. São tantos sonhos e expectativas que transbordam em emoção, em olhares cuidadosos e apaixonados. Não me canso de dizer o quanto me sinto lisonjeada por ser escolhida pelos pais para eternizar essa felicidade da chegada do seu bebê. E muito emocionada, especialmente quando sinto que há uma conexão, uma energia bacana entre nós.

Deixo vocês com um trechinho do comentário que a Lilla escreveu no post de seu ensaio de gestante.

“Seu trabalho durante o nascimento do meu filho, registrando meu pré-parto, parto e pós-parto, foi surreal! Como não ser EMOÇÃO a primeira palavra que me vem em mente para descrever o momento?? Muita emoção, pura emoção!! Nas suas fotos posso reviver todo o mix de sentimentos daquele dia, daquela hora e daquele minuto. Vendo essas fotos posso encher meus olhos de lágimas milhões de vezes, tamanha emoção elas me trazem… Não importa se passaram dois ou quatro meses, não importa se passarão vinte ou quarenta anos, seu trabalho me remeterá a sentimentos incríveis e que, talvez, eu nunca mais os sinta sem que seja através de lembranças. Eu tenho o registro do transbordar do amor em meus olhos na primeira vez que vi meu filho, você me deu esse presente! Eu repito, é impagável.”

E isso foi só um trechinho! É essa energia gostosa, esse retorno carinhoso que alimentam meu trabalho e enchem meu coração.

Lilla, Ju e Lex, vocês são especiais pra mim!

 

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