Bernardo fez um ano! {piquenique com os amigos}

junho 20th, 2015

Tenho lembranças muito especiais da minha infância. As noites de Natal, as viagens para estar perto da família, a árvore em que eu e minhas amigas subíamos e passávamos a tarde em reunião do nosso “Clubinho”, o dia em que meu irmão nasceu, as nossas festas de aniversário… Essas merecem um capítulo só pra elas!

Nossas festas de aniversário eram em casa mesmo, com a família e aqueles amigos mais próximos. Apartamento não muito grande, com menino correndo de um lado pro outro. As crianças se embolavam no quarto pra brincar com os presentes. Tinha bolo de verdade, brigadeiro, salgadinho e cachorro-quente. E era muito divertido! Tudo muito simples e com muito carinho. Minha mãe cozinha muito bem, mas nunca teve intimidade com os bolos. Mesmo assim, se arriscava e fazia do jeito dela. Ficava tão bom! Me lembro como se fosse hoje de uma festa com convidado chegando e bolo ainda no forno. Acho que a primeira tentativa não tinha dado certo e ela teve que fazer outro. Se a comemoração não era em casa, era um piquenique no parque, churrasco no clube com bolo e parabéns de sobremesa. Essas são as minhas referências de festa de aniversário e que me trazem doces lembranças com gosto de infância.

Não sei o que tem acontecido com as festas infantis dos tempos atuais. Conheço famílias que gastaram dezenas de milhares de reais em uma festa. Tudo bem. Cada um sabe de suas prioridades. Vejo espaços luxuosos, decorações cinematográficas, brinquedos eletrônicos, crianças nos colos das babás uniformizadas, festas regadas a champagne e comida chique, doces que temos até pena de comer de tão sofisticados. Será que tem sentimento? Cadê as crianças sendo crianças, com pés descalços e bocas lambuzadas dos brigadeiros que roubaram da mesa sem ninguém ver?

Não quero fazer julgamentos e respeito quem faz esse tipo de escolha. Meu objetivo com esse post é mostrar a minha escolha, o que me inspira e faz meu coração bater mais feliz.

Já fotografei muitas festas e eventos infantis. Por conta dos partos, minha agenda de festas e eventos foi ficando naturalmente mais restrita. Juntamente com essa restrição de agenda, fui direcionando meu trabalho pra um outro rumo, que fizesse mais sentido pra mim. Se era pra eu estar longe da minha família naquele momento, normalmente num fim de semana, que fosse pra fotografar algo que tocasse meu coração e fosse especial. Com a maturidade na carreira, a gente também vai aprendendo e se posicionando no mercado, na vida. Eu não queria ser apenas mais uma “moça da foto” da festa chique. Eu queria ser a pessoa que se sente como membro da família e que iria colocar todo o meu carinho pra fazer um trabalho documental de forma artística, olhando de dentro, com o objetivo de contar uma história, de levar para essas crianças as lembranças gostosas de infância, assim como as que guardo comigo até hoje.

Há quem ache que se trata de uma postura egoísta ou egocêntrica de só fazer o que queremos ou aquilo que gostamos. Pra mim é uma questão de respeito a nossos valores e princípios. Não tem problema nenhum um profissional prestar um serviço apenas para receber o dinheiro, de forma totalmente comercial, sem se importar com questões filosóficas, sociais ou mesmo internas. Não quer dizer que essa pessoa não tenha suas convicções, mas sim que as separa do seu trabalho. Não vejo nada de errado nisso. Tudo depende do propósito de cada um. Pra mim, a banda toca de outra forma. A fotografia na minha vida é experiência, vivência, forma de ver o mundo e de me expressar, e não apenas um trabalho. Claro que tenho que cobrar por isso, pois sou gente e como todas as outras pessoas do planeta tenho contas a pagar. As fotos em si e o pagamento por elas fazem parte, mas não são o fim. Então, é importante que aquele trabalho converse com tudo aquilo que eu carrego aqui dentro. Essa é a MINHA forma de lidar com a fotografia, o que não quer dizer que seja a única ou a correta.

Estou falando tudo isso pra que vocês tenham ideia de como fotografar a comemoração do primeiro aniversário do Bernardo foi especial pra mim e o quanto eu guardo essa família no meu coração. Vi o Bernardo nascer, fotografei sua família uma semana após sua chegada e agora lá estava eu, no seu primeiro aniversário.

Seus pais resolveram convidar os familiares e amigos mais próximos pra um piquenique em um lugar que acham gostoso e tranquilo. Escolheram uma árvore, espalharam cangas e montaram uma cabaninha de bolinhas para as crianças. Tinha frutas, sucos naturais, cerveja para os adultos, salada de frutas, sanduichinhos e bolo de verdade. Tinha também muita amizade e carinho entre todos que estavam ali. O Bernardo não vai se lembrar do sabor da primeira colherada de cheesecake da sua vida, mas vai ter essas doces lembranças de um dia leve e gostoso, cercado de sorrisos e pessoas especiais, pra sempre. Isso me deixa completamente animada, inspirada e motivada a continuar seguindo o meu coração, respeitando a forma como vejo o mundo.

Mais uma vez, não me entendam mal. Não quero julgar quem faz festas cheias de efeitos especiais e nem dizer que todo mundo tem que fazer festa em casa e fazer todas as comidas e lembrancinhas, mesmo sem saber ou ter habilidade pra isso. A ideia não é essa. Só quero mostrar que existem formas mais simples de se comemorar e dizer pra você que valoriza a simplicidade e o sentimento de família acima de tudo que vou adorar fotografar sua festa no parque, no quintal, na sala de casa, no gramadão da quadra…

O amor está no ar… {ensaio de casal}

junho 9th, 2015

A fotografia, enquanto forma de arte e expressão, reflete muito aquilo que somos ou muitas vezes o que queremos ser, o que vivemos, nossos valores, as pessoas que conhecemos, os gostos que sentimos, os lugares que visitamos. Seguindo essa lógica, como somos seres em constante transformação, nossa arte também vai mudando, assim como nossas referências e motivações.

Dia desses, um casal encantador de Curitiba veio conhecer Brasília. Ela é fotógrafa e ele, designer. Se eu disser que eles são fofos e queridos é pouco e simplista para descrevê-los. Nos poucos momentos que passamos juntos, pude perceber o respeito e admiração que eles sentem um pelo outro. E isso se nota só com os olhares que eles trocam. Olhares que acolhem, entendem, encorajam. Daqueles que dispensam qualquer tipo de verbalização. O mesmo acontece quando as mãos se encontram entre um gole e outro de café ou de cerveja. Cumplicidade estampada em seus semblantes, presentes em pequenos gestos e, inclusive, nas palavras.

Respeito, admiração, cumplicidade formam o que eu acredito que seja base de um relacionamento e alimentam o amor, que precisa sim de cuidado e regas frequentes. Essa identificação de valores aliada ao momento de enamoramento que estou vivendo, me deu uma vontade enorme de fotografá-los.

Há muito tempo eu não fotografava casais não grávidos e confesso que gostei demais de passar por essa experiência novamente. Foi uma energia muito gostosa que me inspirou a expandir os horizontes e querer contar histórias de pessoas que têm afeto umas pelas outras.

Por falar em afeto, esse casal me afetou pela identificação, mas nem sempre é a concordância com os valores, comportamentos ou sentimentos que nos motiva a retratar alguém. E cabe a nós saber o que é nosso universo e o que é o universo do outro, reconhecendo nossos limites, para então poder retratar o que é próprio do outro. A fotografia é forma de expressão e não somente reflexão exata, direta e consciente daquilo que somos. Mas isso é assunto pra um outro dia, no Café e Bate Papo. ;-)

E foi assim, com uma autorização tácita, em meio a cenas cotidianas de botecos e cafés, que retratei a conexão desse casal que me despertou novamente a vontade de fotografar o amor de namorados. E quando falo de amor de namorados, falo daquele cuidar e querer bem, independente se são namorados, noivos, casados, tico-tico-no-fubá.

Fran e Fe, muito obrigada por trazer tanta coisa boa pra minha fotografia, pra minha vida.

Uma carta para Lorenzo {fotografia de parto}

abril 12th, 2015

Pitico,

Você não imagina a felicidade que fiquei quando sua mãe foi lá em casa dando a notícia que tinha um bebezinho dentro de sua barriga. Quando ela foi embora, chorei sozinha, pedindo a Deus que abençoasse vocês e te desse muita saúde. Naquele dia mesmo tive a ideia de fazer pequenos vídeos pra te contar como seus pais estavam felizes durante a gestação, tudo o que acontecia. Queria te contar o quanto sua mãe é especial pra mim. Que quando éramos pequenas, até nossa adolescência, trocávamos cartas. Tenho todas até hoje. Queria te contar as coisas que fizemos juntas. Planejava te ensinar a me chamar de Tia Gata, pois sua mãe me chama de Gata e, como é praticamente minha irmã, me sentia sua tia. Mas, em casa de ferreiro o espeto é de pau. Um dia você vai entender esse ditado. O tempo foi passando e não consegui colocar meu plano em prática.

Quando éramos mais jovens, sua mãe dizia que achava que não ia querer ter filhos. Que não se imaginava acordando cedo e cuidando de crianças. Mas com o tempo, depois que ela se casou com seu pai, esse desejo de ser mãe foi se construindo e tomando força dentro dela. Enquanto você se preparava pra vir, ela também se preparava pra te receber.

Você veio no seu tempo e o período em que viveu no quentinho da barriga da mamãe foi muito tranquilo. Sua mãe ficou ainda mais linda. Ainda bem que pude fotografá-la durante toda a gravidez, pra te mostrar. Seus pais buscaram informações e foram decidindo a forma como gostariam que você nascesse. Eu não queria influenciar, mas estava sempre ali pra tirar dúvidas, de acordo com a minha experiência fotografando a chegada de bebezinhos.

Tenho muitos sonhos, sabe? E um deles foi realizado no dia em que seus pais me deram uma caneca com duas palavras: Super Madrinha. Essa caneca fica guardada num lugar muito especial. Quando passar essa sua fase de malinar em tudo, vou te mostrar. Uma missão grandiosa, que aceitei com o maior amor do mundo. Mudança de planos! Eu não iria mais te ensinar a me chamar de Tia Gata. A partir desse momento eu era a sua Dinda!!!

Tentei estar muito presente, apoiando e respeitando a sua mãe em sua transformação. Você a transformou, pitico! Vi aquela mulher pequena, aparentemente frágil, se tornar um mulherão, mostrando sua força e empoderamento. Ela queria que você fosse recebido com muito respeito, no seu tempo. E assim aconteceu!

Numa quinta-feira você começou a dar sinais mais claros de que estava pronto. Sua mãe sentia cólicas. Foi trabalhar. Nos falamos e ela estava bem tranquila, mas você não imagina o quanto fiquei tensa. Não é todo dia que vemos um afilhado nascer.

Antes de ir pra casa, passei pra comprar um presente pra você. Um balde pra te dar banho, te acalmar nas horas em que estivesse irritado, precisando relaxar na adaptação a esse mundo tão diferente do que você estava acostumado. Mantive contato com seu pai pra saber como estava evoluindo. À noite as contrações estavam mais fortes, mais duradouras e com menor espaço de tempo entre elas. Fui pra sua casa e levei um óleo pra fazer massagem. Sei que sua mãe detesta óleo no corpo, mas acho que a massagem ajudou. Mais tarde, a tia Taiza chegou. Uns dizem que ela é uma doula. Eu digo que ela é um anjo.

Sua mãe, que dizia que achava não ser capaz de sentir muita dor, atravessava cada contração com muita tranquilidade e coragem. Respirava, procurava uma posição mais confortável. Caminhava, ia pro chuveiro, cochilava sentada quando as contrações davam um intervalo um pouco maior. Foi assim a madrugada inteira. No final da manhã, fomos ao hospital pra médica avaliar. Você estava ótimo e bem posicionado. Mas ainda ia demorar um pouco.

Voltamos todos pra casa. Sua mãe conseguiu comer e descansar. Mais tarde as contrações ritmaram novamente. Mais uma noite de massagens, chuveiro, reboladas, respiração. Meia noite em ponto a bolsa estourou. As contrações vieram mais fortes, como tia Taiza já tinha avisado que aconteceria. Suas coisas e da sua mãe já estavam prontas. Fomos pro hospital, onde a médica nos esperaria.

No hospital, conseguimos uma sala com alguns recursos pra auxiliar durante o trabalho de parto. A médica, muito paciente, respeitando todas as vontades de seus pais, ia lá de vez em quando pra ver se estava tudo bem, ouvir seu coraçãozinho. Algumas horas se passaram. Bola, exercícios, banheira, preces. E sua mãe em nenhum momento pensou em desistir. Ela estava muito cansada, mas mostrou o quanto é forte. Acho que nem ela imaginou que tinha tanta força. Meio dia em ponto você chegou! Cabeludo, pequeno, de olhinhos puxadinhos. Estava cansado, pois também tinha trabalhado bastante.

Os pediatras te levaram pra uma outra sala, mas em pouco tempo você estava no colo da sua mãe, mamando, trocando olhares e carinhos. Você não imagina o quanto me emocionei não só em ver seu nascimento, mas em ver a minha prima querida se transformar na mãe que ela é hoje. Um ano se passou, pequeno! E é uma delícia poder estar ao seu lado, vendo seu desenvolvimento, suas descobertas, suas gracinhas. Meu coração pula de alegria a cada vez que você abre seu sorriso de dentinhos separados ao me ver. E quando me chama “Dááááá”… só falto chorar!

Amo você, pitico! Feliz aniversário!!!

Da sua Dinda apaixonada.

A luz que vem de dentro {espera pelo Lorenzo}

abril 2nd, 2015

Durante o planejamento do acompanhamento da gestação, decidimos que faríamos uma sessão sem barriga nenhuma, uma com a barriga começando a aparecer e duas com barrigão. As trinta e poucas semanas estavam chegando e nada de barrigão. Mesmo no finalzinho da gravidez, Ângela continuava com uma linda barriga pequenininha. Fizemos as duas últimas sessões com 33 e 35 semanas. Cada sessão teve um conceito, o que direcionou a escolha das paletas de cores e locações de cada ensaio.

No primeiro ensaio eu estava desejando uma luz mais difusa, dia nublado, pra explorar mais as cores e locações tipicamente urbanas. No segundo, por sua vez, eu queria explorar mais a luz linda do fim do dia, realçando a natureza e sua conexão com a maternidade. Agora o pôr-do-sol tão desejado pelos fotógrafos seria muito bem vindo. E fui atendida mais uma vez!

Juntamos a luz maravilhosa que a natureza nos mandou com a luz que Ângela carregava consigo desde o momento em que soube que estava grávida, gestando um bebê tão desejado e amado como o Lorenzo. E o resultado foi, além de uma tarde muito gostosa, belas recordações dessa fase especial que passa rápido e não volta.

Hynnieh, a menina que traz felicidade {parto domiciliar}

fevereiro 25th, 2015

A vida é uma verdadeira sucessão de lições. Sempre tento crer, por mais difícil que pareça, que todas as situações pelas quais passamos, sejam boas ou ruins, nos ensinam algo. E esse aprendizado faz parte da nossa evolução nessa jornada.

A fotografia de partos, especialmente, me traz muitos desafios. E, consequentemente, muito aprendizado. Cada parto me rende uma lição ao menos, que vou juntando às demais para tentar crescer profissionalmente e me tornar uma pessoa melhor. Fotografar partos consiste em um trabalho bastante delicado e que envolve questões bem sérias e talvez muito menos românticas do que se pensa. Envolve muita intimidade, cumplicidade, discrição, sensibilidade, empatia, respeito, discernimento de quando fotografar e quando sair. A todo tempo minha subjetividade vem à tona e me vejo em questionamentos eternos e filosóficos, dignos de mesa de boteco, com meus valores, princípios, sentimentos. Com meu eu.

Tinha acabado de chegar em um bar para encontrar uns amigos. Como estava em disponibilidade para parto, fui de suco de laranja. Junto com o suco, chegou também uma mensagem no celular dizendo que Hynnieh estava querendo ser fotografada. Trocando em miúdos, trabalho de parto! Abreviei meu encontro com os amigos e não demorei pra ir pra casa. Precisava descansar, pois em parto só sabemos a hora que chegamos, mas não temos ideia de que horas vamos voltar. Estava tudo pronto e organizado. Só restava esperar.

Passou a noite inteira, a manhã seguinte e passava da hora do almoço quando falei com Joana, a doula. Ela me disse que o trabalho de parto estava bem lento e que a gestante não queria ninguém mais em casa. Mas pediu pra eu ficar preparada que ela me chamaria na hora que achasse mais adequada. Um pouco depois, ligou me chamando, mas já advertiu logo que eu chegasse praticamente sem ninguém me notar.

Nem o interfone eu toquei. Entrei em casa e fiquei um bom tempo na cozinha. Parada. Fazendo minhas preces. Tentando me concentrar. Optei por começar com uma lente que me possibilitasse ficar mais distante, sem invadir muito o espaço do casal. O tempo foi passando e fui me aproximando, conforme sentia que me era permitido. Evitava ficar no campo de visão da gestante e não trocava uma palavra com ninguém.

Em paralelo ao meu universo e ao turbilhão de coisas que se passavam em minha alma, uma mulher vivia seu turbilhão de hormônios, juntamente com medo, ansiedade, cansaço, enquanto enfrentava cada uma das contrações. Durante o trabalho de parto, muitas histórias afloram. É comum fantasmas adormecidos despertarem. Mas do mesmo lugar de onde eles saem, vem uma força impressionante. Força, garra, vontade, fé, superação. A luz que dá caminho para a felicidade. E energia para umas boas reboladas na zumba! ;-)

Foi lindo ser cúmplice de tudo isso. Ser mais um olhar de encorajamento, acolhimento e confiança. Ser o sorriso que diz que vai dar tudo certo. Mesmo sem nenhuma palavra.

Hynnieh nasceu às 22h12 e, assim como reza o significado do seu nome, trouxe felicidade. Mais felicidade. Sua passagem para esse lado de fora foi especial e transformadora. Para seus pais e para mim também.

Voltei pra casa com uma lição valiosa. E sobre mim mesma. Enxerguei algumas sombras, fraquezas e vaidades. Mexendo na ferida, de coração aberto, pude mudar algumas posturas e perspectivas sobre meu próprio trabalho. Inclusive, objetivamente, alterando algumas cláusulas do contrato. Percebi que minha presença não é fundamental. Os bebês não precisam de mim pra nascer. A mulher não precisa de mim pra parir. Não querer minha presença não tem nada pessoal contra mim. E percebi também que não ser fundamental não quer dizer que não tenha valor. Muito pelo contrário. Minha arte não é item de checklist. E pra mim vale muito mais contar essas histórias de amor porque as pessoas querem do que porque precisam.

Mesmo a Naisa estando um pouco resistente no seu momento de dor e cansaço, eles concordaram que eu fosse. Quiseram as fotos, o filme e todo o tesouro agregado. E fiquei muito feliz por isso. Hynnieh vai poder ver a mãe forte e guerreira que ela tem. Essa família tem imagens que ajudam a reconstruir a memória. Poderão, por meio das fotos e do filme, reviver a emoção de um dia tão marcante. E, mais uma vez, meu coração se enche de alegria. Alegria de missão cumprida, e com amor!

Hynnieh – a menina que traz felicidade from Ana Paula Batista on Vimeo.

Pena que nesse parto eu ainda não tinha tripé… Senão tinha deixado a câmera filmando e caído no ritmo da zumba também! Mas tudo bem… dei minhas requebradas enquanto editava o filme. :)

Equipe:

Enfermeira obstetra – Melissa Martinelli, da Humaniza Parto Natural e Nascimento Planejado

Doula – Joana Andrade

Fotografia e filme – euzinha!

 

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